Um mapa de riscos é um elemento muito importante para se entender. Ainda mais, quando o assunto é a segurança do trabalho. Mas do que se trata esse conceito? Como se faz um mapa de riscos? Quais são as funções práticas que esse instrumento desempenha para tornar o ambiente de trabalho mais seguro para os funcionários? Neste artigo, vamos responder a essas e outras perguntas sobre o assunto. Continue com a leitura para esclarecer todas as suas dúvidas a respeito do papel do mapa de riscos na segurança do trabalho.

O que é um mapa de riscos
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Entenda o que é um mapa de riscos e qual é a sua origem

Como o próprio nome já sugere, um mapa de riscos é uma avaliação e apresentação dos riscos que existem em um determinado ambiente de trabalho. Trata-se, portanto, de uma representação gráfica dos perigos que o local onde as funções dos trabalhadores serão exercidas pode oferecer.

Normalmente, ele é apresentado de maneira muito específica. A base utilizada é a planta do ambiente de trabalho. Dessa forma, o mapa é traçado através de círculos de cores e tamanhos diferentes de acordo com o risco oferecido por cada ponto do layout do local.

A origem desse instrumento de análise se deu por volta dos anos 60, na Itália. Ela foi gerada pelo movimento sindical italiano. Eles estavam buscando controlar os riscos de um ambiente de trabalho. Por isso, apresentaram um modelo próprio do mapa de riscos. A partir disso, criou-se o que ficou conhecido como o modelo operário italiano, no qual o mapa de riscos era produzido não apenas pelos empregadores, mas também pelos funcionários. Essa cooperação permitiria que todos os riscos fossem de fato reconhecidos, levando em conta a perspectiva dos trabalhadores que estariam em campo lidando com os mesmos.

O modelo só viria a chegar no Brasil na década de 80. Então, em 1992, através da portaria DNSST nº 5, ele se tornou uma medida obrigatória por lei. Assim, de acordo com a portaria, “caberá ao empregador: (…) realizar o mapeamento de riscos ambientais, afixando-o em local visível, para informação aos trabalhadores expostos”. A partir desse momento, então, fazer um mapa de riscos se tornou uma obrigação do empregador. Nascia, ali, um dos mais importantes elementos para a segurança de trabalho brasileira.

Qual é a função de um mapa de riscos e quem o elabora

A função de um mapa de riscos pode ser resumida em uma palavra: Conscientização. Essa é a ferramenta que permite que os funcionários sejam devidamente informados dos riscos de suas funções, o que ajuda muito na prevenção de acidentes de trabalho. Afinal, tendo consciência dos riscos, os trabalhadores ficam mais preparados para agir da maneira correta se algo fora do previsto acontecer.

Quanto à questão de quem elabora o mapa de riscos, a portaria determina que essa responsabilidade cai sobre o empregador. Mais especificamente, a CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) da empresa deve trabalhar em conjunto com o SESMT (Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho) ou com outras empresas especializadas para formular essa ferramenta.

A formulação do mapa de riscos em si é um exercício de análise e observação. Deve-se conhecer bem o terreno do local de trabalho, bem como os processos que serão realizados nele, e detectar todos os agentes de risco presentes no ambiente. Além disso, é preciso se encarregar a higienização do local e de medidas preventivas contra cada tipo de risco.

É possível contratar uma empresa especializada em segurança do trabalho para formular o mapa de riscos que você precisa. A Infotec Brasil, por exemplo, é uma ótima opção. Visite o site da empresa para obter mais informações.